
Fermatas tenues de uma composição inacabada
Um rito leve e descompassado
Tic-Tac-Tic-Tac
É isso que chamam de tempo?
Passando,
Disfarçando,
Acabando...

ao som do vácuo,
aos passos do fogo,
num momento inexato.
-x-
Fecha os olhos
E olha acerca de ti!
Nota a tua aura.
Emanando todas as forças que exibes ao longo dos dias...
... segundo após segundo.
Enxerga-te no Dwënn?
Caminhando... terra fria a teus pés.
O cair das flores ao outono te leva à alfa...
Te assusta...
...te faz sentir
...consentir.
Aspira o aroma da água cristalina,
Então segue-o
Deita, cola teu corpo ao semelhante amado
[silêncio absoluto!]

[...]
E sob a chuva de pétalas,
Capta toda a energia embriagante,
Volúpia... Cheiros no ar...
Prazer.
A chuva não é a mesma de antes...
Nem os corpos.
O toque que se traduz em desejo
Toca a alma, toca a aura.
Capta o sândalo dos ventos...
...espera tempestades de sensações.
Sumindo... saindo... onde foi o som?
O toque do piano se esvai
E deixa outro gosto por aqui.
Cobrindo-me...
Descobrindo-te...
Descobrindo-me...
Cobrindo-te de mim.
Lábios vermelhos somem.
Suor.
Vácuo.
.
.
.
Hora de viver!